
post nº 028
ERIC
Tens nos olhos tudo aquilo que de mim é filho
E olhas o mundo como eu, um andarilho
Dos tempos, dos espaços, da contemplação
De todos os teus irmãos és o ajuntador de areia
Que se te agarra aos pés, nus, e em cadeia
Depositas como pegadas pequenas pelo chão
És aquilo que na minha vida faz todo o sentido
Aquilo que sempre encontro depois de ter perdido
A almofada onde descanso a já velha cabeça
Que eu apesar de pai, quero afinal aprender
Contigo, e é a ti que confio o meu cansado ser
Como quem a cruz beija e faz uma promessa
Prometo-te então, agora, amado filho meu
Que um dia hás-de ser bem maior do que eu
E continuarás a perscrutar o nosso horizonte
Em busca daquela estrela que espreitas da janela
Que te faz sonhar quando te abraças a ela
Como no dia da 1ª vez que escalaste um monte
Jorge Coimbra
5 comentários:
É nos nossos filhos que nos cumprimos, que cumprimos a nossa tarefa neste mundo.
Um carinho para ele, um beijo para os pais, theo
Cumprimos, umas vezes melhor outras pior, mas sempre, sempre, nunca desistindo.
Oi Jorginho,
Penso ser o Eric, o teu filhote primogenito.
São as nossa alegrias e a nossa razão de viver ...
Um grande beijinho para ele e que sempre se orgulhe do PAI que tem .
Beijinhos para ti.
Zita
Olá Jorge:
Este poema é especialmente belo. Tenho-me sentido a levitar, a ler os teus poemas ao som da música do blog. As histórias da meninice são engraçadíssimas; também eu vivi próximo do Espangara e recordo com muita saudade a música que vinha de lá ao fim de semana.
Um abraço
Adelaide
Oi jorge:
Tão lindo este poema ao Eric
Felizes filhos que tal pai têm!... Obrigada pela tua partilha
Adelaide
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