
post nº 028
ERIC
Tens nos olhos tudo aquilo que de mim é filho
E olhas o mundo como eu, um andarilho
Dos tempos, dos espaços, da contemplação
De todos os teus irmãos és o ajuntador de areia
Que se te agarra aos pés, nus, e em cadeia
Depositas como pegadas pequenas pelo chão
És aquilo que na minha vida faz todo o sentido
Aquilo que sempre encontro depois de ter perdido
A almofada onde descanso a já velha cabeça
Que eu apesar de pai, quero afinal aprender
Contigo, e é a ti que confio o meu cansado ser
Como quem a cruz beija e faz uma promessa
Prometo-te então, agora, amado filho meu
Que um dia hás-de ser bem maior do que eu
E continuarás a perscrutar o nosso horizonte
Em busca daquela estrela que espreitas da janela
Que te faz sonhar quando te abraças a ela
Como no dia da 1ª vez que escalaste um monte
Jorge Coimbra


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